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Prefeitura de Porto Alegre investiga Ronaldinho

24/11/2011 13:25
Felipe Bachtold - Folha Online.

A Câmara Municipal e a Prefeitura de Porto Alegre investigam supostas irregularidades em convênios firmados entre o município e o Instituto Ronaldinho Gaúcho, ligado ao jogador do Flamengo.

Falta o apoio de mais um vereador para que a oposição ao prefeito José Fortunati (PDT) abra CPI sobre o caso.

A prefeitura já constatou problemas na prestação de contas e pediu a devolução de R$ 354 mil referentes a uma das parcerias com o instituto. Outros R$ 500 mil podem ter de ser restituídos.

A parceria entre o instituto e o município em ações sociais, como atividades esportivas e reforço escolar, durou de 2007 a 2010. Para um dos projetos, o município destinou R$ 2,9 milhões. Para outro, a prefeitura intermediou o repasse de R$ 2,3 milhões do Ministério da Justiça.

Os vereadores suspeitam que tenha havido superfaturamento. Anteontem, reunião da Comissão de Educação da Câmara abordou o assunto e ouviu representantes do instituto e da prefeitura.

O vereador Mauro Pinheiro (PT), que organiza o pedido de CPI, diz que há irregularidades, como o repasse de verbas a um outro instituto e gastos de R$ 330 mil com publicidade e assessoria de imprensa. Fala ainda na suspeita de uso de notas frias.

Se a CPI for instaurada, o vereador não descarta ouvir Ronaldinho: "Ele é o patrono [do instituto]. Se houver necessidade, por que não?".

Segundo a prefeitura, a parceria foi encerrada porque a ONG pedia um aumento de 163% no valor do convênio.

O município nega que tenha cometido irregularidades e argumenta que parte do dinheiro investido na entidade foi para a compra de materiais, como computadores, que foram retomados após o fim dos acordos. Cerca de 2.400 crianças e adolescentes foram atendidos no total.

Nascido em Porto Alegre, Ronaldinho jogou no Grêmio até 2001. Na cidade, porém, anda com segurança reforçada. Ele se desentendeu com a torcida e com a direção do clube duas vezes --a última foi no início do ano, quando preferiu ir para o Flamengo.

ADVOGADO AFIRMA QUE CASO É BRIGA POLÍTICA

O advogado do instituto, Sérgio Felício Queiroz, nega superfaturamento. E afirma que a ONG pode estar sendo vítima de briga política na Câmara.

Segundo ele, não há pedido formal para a devolução de recursos. "Se a gente em alguma coisa se equivocou, será reparado."

Ele também afirmou que a prestação de contas da parceria está com o Ministério da Justiça.


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