Acumulando
O candidato ao Senado Pedro taques (PDT) reuniu com empresários de Cuiabá e contabilizou mais uma decepção em sua vida de candidato, constatou a revolta de empresários com a carga tributária de Mato Grosso, uma das maiores do Brasil. Os proprietários da Dihol Distribuidora de Medicamentos, que estiveram reunidos com Pedro Taques lamentaram a cobrança exorbitante de tributos feita pela SEFAZ e, defenderam a necessidade de legislar pela mudança de valores do ICMS.
Até cadeira de rodas
A decepção de Pedro Taques cresceu quando um dos empresários exemplificou: "A lei federal diz que cadeiras de rodas são isentas de imposto. Mas, por conta de um decreto estadual tivemos que cobrar impostos sobre o equipamento. Hoje em Mato Grosso um deficiente paga aproximadamente 15% mais caro na cadeira do que há dois meses, antes do decreto. É um absurdo e quem paga é a população. Certos clientes até me questionam sobre os valores, mas explico que a culpa é do governo", disparou, revoltado, o empresário.
Por decretos
Por falar em decretos estaduais é bom os candidatos a governador "botarem as barbas de molho". Nos últimos oito anos, principalmente, no período, em que Éder Moraes ficou a frente da SEFAZ, foram baixados decretos de toda natureza. Tais decretos prejudicam a maior parte do empresariado de MT, enquanto beneficiam alguns, principalmente, empresários amigos do rei.
Exemplo
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Deucimar Silva (PP) deu piti, esbravejou e até xingou, mas não teve jeito: não fez o sucessor. Ele e seus aliados foram para cima do PMDB tentar reverter os votos dos vereadores filiados ao partido do Bezerra, mas nada conseguiram. Primeiro tentaram fazer de Devair Cabral (PDT) presidente do Legislativo. Este não resistiu e jogou a toalha, depois tentaram com o Pop, mas esse também nada conseguiu e, também desistiu. Sem adversário, o vereador Júlio Pinheiro (PTB) concorreu e, para desespero de Deucimar e aliados, acabou presidente da Câmara Municipal de Cuiabá.
Decepção
Por falar em Câmara Municipal, deve-se salientar que a atual legislatura é uma decepção e tanto. No episódio da eleição da mesa diretora rolou de tudo. Existem denúncias para tudo que é "desgosto". Práticas de corrupção e relações promíscuas entre os poderes Legislativos e Executivos, às vezes, com a anuência do Judiciário, é rotina no Brasil. No governo Lula a coisa piorou, com o "nada sei, nada vi" existe um esforço claro de institucionalizar práticas esdrúxulas praticadas pela classe política brasileira.
Não "melou".
Deucimar Silva (PP), discípulo do deputado Riva, diante da perspectiva de não fazer o sucessor fez de tudo para "melar" o pleito. Chegou a abandonar a sessão, comparando o Legislativo Cuiabano ao "Mensalão dos Democratas" - o esquema de compra de parlamentares que cassou o governador do Distrito Federal, Jósé Roberto Arruda. Mas de nada adiantou: a eleição foi presidida pelo vereador Adevair Cabral (PDT), e por 13 votos Júlio Pinheiro (PTB) foi eleito. A atitude de Adevair em presidir a sessão deixou Deucimar ainda mais furioso. O pedetista era o candidato de Deucimar.