Cuiabá - Trabalhadores que foram libertados do trabalho escravo estão recebendo qualificação, em um programa coordenado pelo poder público, para serem operários na construção do estádio que receberá os jogos da Copa de 2014 em Cuiabá.
Tive a oportunidade de falar sobre a economia da escravidão no Brasil contemporâneo e sobre o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (que reúne cerca de 30% do PIB nacional no combate a esse crime) no mesmo evento em que os resultados desse projeto de educação e formação profissional foram apresentados. O objetivo agora é expandi-lo, melhorá-lo e envolver mais empresas no processo de reinserção dos libertados – pelo menos aqueles que não querem terra para plantar, haja visto que a reforma agrária é um importante instrumento na prevenção a esse crime. Se o setor empresarial abraçar essa iniciativa, um piloto que deve se expandir para o restante do país, a vida de muita gente pode melhorar.
Creio que vale aqui um reconhecimento público a Valdiney Arruda, superintendente regional do Trabalho no Mato Grosso e, historicamente, um dos mais ativos auditores fiscais no combate à escravidão, por ter tornado esse programa possível. Quando funcionários públicos cumprem seu dever e vão além, o país muda.
O texto e a foto é de Daniel Santini, aqui da Repórter Brasil:
“Eu era muito triste naquele tempo, abandonado no mato. Não tinha como ir embora, a vida era só catar algodão mesmo”, conta Nivaldo Inácio da Silva, de 44 anos, um dos 25 trabalhadores que desde maio deste ano vêm recebendo treinamento para trabalhar na construção da Arena Pantanal, estádio previsto para sediar jogos da Copa do Mundo em Cuiabá (MT). Beneficiado pelo Projeto Integração-Ação, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE/MT), ele conseguiu, nesta segunda-feira (12), completar o ensino básico e em janeiro deve concluir junto com os demais o curso profissionalizante de pedreiro.



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