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NotíciasMesmo com chuva o povo foi as ruas e protestou contra a corrupção.16/11/2011 12:45Página do E O Manifesta Cuiabá está vibrando. Organizado, basicamente, através de redes sociais como o Facebook, a III Marcha Contra a Corrupção, que aconteceu em Cuiabá, neste feriado da Proclamação da República, mostrou crescimento de adesão - enquanto a chuva esvaziava manifestações semelhantes nas principais cidades do País. A Marcha cuiabana centrou suas reivindicações clamando pela imediata validade da Lei da Ficha Limpa, pelo fim da votação secreta no Congresso, pela definição da corrupção como crime hediondo e pela imediata aplicação de 10 por cento do PIB na Educação. O MCCE - Movimento de Combate à Corrupçao Eleitoral aproveitou o expressivo ajuntamento de pessoas para lançar sua proposta de uma Reforma Política com Participação Popular.No pique do ato desta quarta-feira, cerca de 300 pessoas seguiram atrás do trio elétrico. Em Brasilia, informa-se que apareceram menos de 100 pessoas, 200 em São Paulo, 60 diante da Câmara Municipal, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte - cidades com populações enormes que, neste 15 de novembro, tiveram que se curvar diante de Cuiabá, onde a chuva aliviou o calor e animou o protesto popular. O sucesso do ato foi garantido pelo reforço que o Manifesta Cuiabá recebeu de um grupo de promotores do Ministério Público Estadual, comandado pelos promotores Márcia Furlan, Célio Fúrio e Roberto Turin, que compareceram à avenida, devidamente acompanhados por parentes e simpatizantes. O ex-secretário de Industria e Comercio de Mato Grosso, no governo Maggi, Alexandre Furlan, também pontificou na Marcha, como um dos manifestantes mais animados, acompanhando a esposa Márcia Furlan. Para contrabalançar, a presença do folclórico Tenente Lara. A presença dos advogados também foi expressiva e a OABMT enviou como sua representante oficial a sua secretária Fabiana Curi. Só que a Oposição também se fez presente, através dos advogados Luciana Serafim e Bruno Boaventura. Os movimentos sociais da Igreja Católica também estavam lá, com o padre Renato Barth, do Movimento da Bio Saúde fazendo um animado pronunciamento no palanque da Praça Ipiranga, onde toda a agitação não foi suficiente para despertar dois sem-teto que dormiam no coreto. O Sintep, através de sua sub-sede, em Cuiabá, também deu uma força, bem como o Sindicato dos Servidores da Justiça Federal, dos servidores da Emater, dos Jornalistas e a Femab. O Manifesta Cuiabá ganhou tanta força e importância que, antes da largada da Marcha, que foi da Praça Ipiranga até à Praça Alencastro, diante do prédio da Prefeitura de Cuiabá, se deu ao luxo de questionar a presença, entre os manifestantes, de militantes do PC do B que, talvez ainda ressabiados pelo recente episódio envolvendo o Ministério dos Esportes, levantaram faixa da UJS em defesa da democratização da comunicação, no Brasil. Com o crescimento das manifestações, em Cuiabá, o Manifesta Cuiabá deve definir critérios mais rígidos quanto à participação das demais entidades nos atos que convocar já que, nessa fase inicial, os atos foram pensados apenas como uma articulação apartidária, que incentiva a participação dos cidadãos, enquanto pessoas físicas. O próprio Manifesta Cuiabá não se constitui como entidade e funciona como uma articulação livre de pessoas através das redes sociais - daí alguns impasses que foram sentidos na condução do ato, sob a chuva. Tentando atenuar os conflitos, a sindicalista Helena Bortolo discursou definindo a manifestação como um encontro de pessoas, das mais diversas definições ideológicas, das mais diversas preferencias sexuais, que tem em comum o desejo de acabar com a praga da corrupção no Brasil. No final, destacaram-se todos que foram às praças e às ruas, colocar a nossa capital numa posição de vanguarda nesta atual conjuntura de manifestações. Nos próximos dias, esta PAGINA DO E estará divulgando videos que documentam a realização da III Marcha Contra a Corrupção em Cuiabá. |
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